Deputada no Parlamento Europeu (PE) desde 2004, sou a coordenadora dos eleitos de toda a UE com assento no Grupo Parlamentar dos Socialistas e Democratas - S&D - na comissão parlamentar dos assuntos económicos e monetários (ECON). Sou, igualmente, co-relatora da Comissão Especial do PE TAXE encarregue de examinar as práticas fiscais agressivas dos países da União Europeia (UE) e de propor pistas para lhes pôr cobro. Todas as opiniões aqui expressas são estritamente pessoais.
Tuesday, 19 January 2016
Friday, 15 January 2016
No Porto, em campanha com Sampaio da Nóvoa, enquanto mandatária distrital
No Porto, em campanha com Sampaio da Nóvoa, enquanto mandatária distrital. O outro mandatário é o Professor Alberto Amaral
Monday, 11 January 2016
Protestos contra recuos dos Governos europeus em promessas passadas
Debate na Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu (PE) com Pierre Gramegna, ministro das finanças do Luxemburgo, no final da presidência luxemburguesa do Conselho da União Europeia
1ª pergunta sobre o recuo dos ministros das finanças sobre a rede de segurança (backstop) do novo Fundo Único Europeu de Resolução dos bancos falidos ou em risco de falir - e a resposta de Pierre Gramegna:
2ª pergunta - e resposta - sobre o endurecimento por parte do Conselho de Ministros de Economia e Finanças da UE a propósito da flexibilidade prevista no Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) na avaliação dos défices orçamentais dos países do euro:
1ª pergunta sobre o recuo dos ministros das finanças sobre a rede de segurança (backstop) do novo Fundo Único Europeu de Resolução dos bancos falidos ou em risco de falir - e a resposta de Pierre Gramegna:
2ª pergunta - e resposta - sobre o endurecimento por parte do Conselho de Ministros de Economia e Finanças da UE a propósito da flexibilidade prevista no Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) na avaliação dos défices orçamentais dos países do euro:
Friday, 8 January 2016
Comemorações dos 30 anos da adesão de Portugal à UE
Cerimónia das comemorações dos 30 anos da adesão de Portugal à União Europeia - no refeitório dos frades do Mosteiro dos Jerónimos - a decorrer agora.
Intervenções do Primeiro Ministro, António Costa, e do Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.
"I appeal to the Portuguese people: let's fight for our Europe" - Martin Schulz

Intervenções do Primeiro Ministro, António Costa, e do Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.
"I appeal to the Portuguese people: let's fight for our Europe" - Martin Schulz

Thursday, 7 January 2016
Debate com Elke König, presidente do Single Resolution Board
Hoje, duas perguntas, com respostas, a Elke König, presidente do Single Resolution Board, num debate na Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários (ECON) do Parlamento Europeu
Saturday, 2 January 2016
Intervenção no debate sobre as propostas da Comissão Europeia para o combate à evasão fiscal
Intervenção durante a sessão plenária do Parlamento Europeu no debate sobre as propostas da Comissão Europeia para o combate à evasão fiscal:
https://www.youtube.com/watch?v=8iDyhAK-bws
https://www.youtube.com/watch?v=8iDyhAK-bws
Tuesday, 15 December 2015
Le Pen e a Europa - é preciso mudar de método
Artigo de opinião publicado no Público de 13/12/2015
Mudar de método para evitar um desastre na Europa
Elisa Ferreira,
eurodeputada eleita pelo PS e coordenadora dos Socialistas e Democratas
Europeus na Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu
A Europa olha para a subida da Frente Nacional (FN) a primeiro
partido político em França com um misto de surpresa e incredulidade, como se os
resultados das eleições regionais de domingo passado - que esperamos possam ser
contrariados na segunda-volta de hoje - fossem totalmente inesperados.
Esta evolução confirma uma tendência que se arrasta há
muito de adesão às ideias nacionalistas, extremistas, racistas e antieuropeias
da líder da FN, Marine Le Pen.
Não é possível ficar indiferente ao que se passa em
França, tanto no plano dos princípios e valores democráticos, como pelas suas
implicações para a Europa: uma vitória de Marine Le Pen nas eleições presidenciais
de 2017 - totalmente possível - significará seguramente o fim da UE.
Não é só por esta razão, no entanto, que a UE vive a mais
grave crise política, económica e social dos seus 65 anos de vida.
Apesar de continuar a ser o melhor garante da paz no Continente
e, alegadamente, a melhor protecção num mundo globalizado, a Europa é cada vez
mais vista pelos cidadãos como incapaz de resolver as suas enormes dificuldades
quotidianas.
A UE e os seus líderes têm a sua parte de
responsabilidade no atual sentimento de desconfiança de que se alimentam os
extremismos e nacionalismos. Com os seus avanços e recuos, dificuldade de tomar
decisões e promessas deixadas pelo caminho, agravadas pela brutalidade com que
geriu a crise da dívida soberana, pelos dogmas do ajustamento orçamental, pela falta
de respostas para o desemprego maciço e pela inoperacionalidade gritante na
crise dos refugiados, a Europa não convence.
Longe de ser um processo "natural", o projeto
europeu foi sempre o resultado de duas dinâmicas: a necessidade de ultrapassar,
quase sempre sob pressão, as crises sucessivas que marcaram a sua história -
muitas vezes com respostas improvisadas ou mal preparadas -, e a capacidade de
alguns estadistas de ver mais longe.
Entre os projectos europeus mais recentes, a União
Bancária foi sobretudo o resultado da primeira dinâmica enquanto a União
Económica e Monetária - o Euro - resultou mais da segunda.
No rescaldo da crise de 2008, a União Bancária tornou-se indispensável
para evitar que a derrocada de bancos "demasiado grandes para poderem
falir" arrastasse consigo os Estados. Para quebrar a espiral de contágio
entre bancos e Estados, criaram-se novas regras comuns, que incluem um
mecanismo de supervisão único e um mecanismo de resolução único dos bancos, dotado
de um fundo de resolução e de uma autoridade de resolução igualmente únicos.
Foi também a crise de 2008 que ilustrou algumas das grandes
fragilidades da UEM: a falta de instrumentos de convergência estruturais e anti
cíclicos (no projeto inicial de Jacques Delors, a moeda única exigia um
orçamento europeu de 5% do PIB) e de defesa da dívida soberana contra a
especulação, as consequências da limitação do mandato do Banco Central Europeu
ao combate à inflação, a redução da vigilância europeia das políticas
económicas nacionais ao controlo dos défices orçamentais, ou a incapacidade de
tornar o Pacto de Estabilidade e Crescimento num verdadeiro instrumento de
regulação económica.
Inúmeros economistas tinham alertado desde início para as
lacunas da UEM, mas sempre encontraram como resposta que, tratando-se de um
projeto político, os políticos supririam as necessidades a seu tempo.
A crise de 2008 veio perturbar esta e muitas outras
crenças, e, sobretudo, pôr a nu as limitações do velho método dos pequenos passos
em projetos de grande sofisticação e alto risco, como é, precisamente, o caso
da UEM e da União Bancária, mas não só.
São projetos demasiado importantes e sofisticados para
poderem ser construídos por partes, sem responsabilidade institucional e ao
sabor de impulsos pontuais ou das oscilações das conjunturas políticas ou
partidárias, que alteram em permanência os calendários e questionam os próprios
objetivos.
Foi precisamente isso que aconteceu nos últimos anos. Em
2012, no auge da crise, quando a sobrevivência do Euro chegou a estar
verdadeiramente em causa, a UE teve na mesa uma panóplia de soluções: criação
de um fundo de amortização da dívida pública, emissão de dívida em comum, criação
de um Tesouro europeu com um orçamento específico para a Zona Euro (para
amortização de choques e combate às divergências), apoio financeiro às reformas
estruturais dos Estados, recapitalização directa dos bancos pelo Mecanismo
Europeu de Estabilidade (ESM), protecção do investimento, fim da concorrência
fiscal desleal.
Passada a pressão da crise, todos estes projetos, ou
partes fundamentais deles, ficaram pelo caminho.
Hoje, o grande programa de relançamento da União
Monetária ficou praticamente reduzido ao reforço da vigilância orçamental e aos
novos mecanismos de controlo e prevenção dos desequilíbrios macroeconómicos, com
a agravante de que, na prática, vigiam sobretudo os países deficitários e não
ousam interferir com os altamente excedentários.
Pior: o debate sobre a gestão comum da dívida soberana
não só está esquecido como começa a ser substituído por outros novos,
insidiosos, sobre a gestão da "falência organizada dos Estados" - o que
nos aproxima do relançamento político da ideia de países terem de sair do Euro
-, a limitação da exposição soberana dos bancos e mesmo a
"valorização" do risco soberano.
Na União Bancária, a prometida garantia comum europeia
dos depósitos - o terceiro pilar do edifício que é tanto mais essencial quanto
a supervisão já é uma realidade e a resolução arranca em Janeiro -, também está
em risco: o sistema de "resseguro" das garantias nacionais de
depósitos que está agora na mesa já é uma versão mitigada da promessa original
e que mesmo assim foi arrancada "a ferros" e já está desencadear uma
rejeição violentíssima da Alemanha.
Estes debates estão nos antípodas da lógica da
"comunitarização" crescente dos projetos comuns que sempre prevaleceu
ao longo do processo de integração europeia e que, no pico da crise do Euro,
era considerada indispensável para salvar o mais emblemático projecto da UE.
Esta evolução resulta, também, do facto de, por diversos
motivos internos e externos à UE, os Estados se terem apropriado da agenda,
desviando-a, precisamente, dos métodos "comunitários" de decisão e
reforçando um método de cooperação entre Governos - intergovernamental - mais
apropriado ao século XIX do que aos desafios actuais, e completamente contrário
à agenda de partilha de soberania assente na confiança mútua. Quando a dúvida
se instala sobre se o interesse comum não terá sido capturado pelo interesse
dos mais poderosos, o projeto fica inevitavelmente inquinado e os mecanismos de
autodefesa e renacionalização fertilizam.
A UE tem de se repensar urgentemente, incluindo as suas
finalidades, as suas opções e o seu método de funcionamento. E tem, sobretudo,
de cumprir as promessas feitas em tempo de crise.
Sem uma mudança de rumo assumida em comum e para o bem
comum, será Marine Le Pen a impor a pior mudança possível, da pior forma e
pelas piores razões,
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